O Lampião

22 Agosto 2008

Di Maria em Grande nos Olimpicos

Depois das boas prestações que a Selecção argentina tem feito nos Jogos Olimpicos de Pequim têm surgido noticias nos media Portugueses e Estrangeiros diversas noticias sobre o Di Maria nas ultimas horas.


Tendo em conta ao que se lê o jovem jogador poderá ingressar a breve prazo no Real Madrid, Chelsea e Inter de Milão. Esperemos que tal não aconteça esta época senão prevê-se outro mau negócio em que nunca se consegue os valores que se pede pelos jogadores em virtude dos resultados recentes do Clube a nível Internacional.


E esta situação acaba por ser ciclica porque nunca se dá tempo ás novas contratações para que estes possam render o que realmente valem, vamos aguardar e esperar que este jovem jogador se possa afirmar ao comando de Quique.


Esperemos que os casos de Coentrão e de Adu jovens esperanças com grande margem de progressão não se transformem em péssimos negócios devido aos empréstimos com direitos de opção de compra dos mesmos. De qualquer forma aqui fica um breve video sobre a jovem Pérola ANGEL DI MARIA.


Aí está o Ouro, Parebens Nelson Évora


Mais um Benfiquista medalhado em Pequim e desta vez tal como se esperava com o prémio máximo Nelson Évora é OURO no Triplo Salto, com 17,67 melhor marca do Ano sendo que a anterior também lhe pertencia.

Não deixe de visitar o sitio oficial do Atleta em www.nelson-evora.com



18 Agosto 2008

Parabéns Vanessa

Mais uma vez Parebéns Vanessa pelo teu empenho e garra demonstrados.

Muita gente talvez tenha ficado desapontada com o facto de não trazeres o Ouro para casa,mas a Atleta Australiana foi de facto muito forte, não só ela como toda a sua equipa ao conseguirem Ouro e Bronze para a terra dos Kangurus.
Até à corrida, a competição foi bastante táctica, quer na natação quer no ciclismo. Na última transição, e com um grupo compacto de 18 atletas na frente, Snowsill atacou, aproveitando uma passagem mais lenta da benfiquista.

A vencedora ainda teve um ligeiro percalço, enganando-se no percurso, mas pouco atrapalhou a caminhada triunfal até à meta.

No início da corrida, Vanessa sentiu dificuldades, chegou a perder a segunda posição, mas recuperou e atacou sozinha os quilómetros finais até à meta.

Snowsill fez 1:58:27 horas para completar o percurso, Vanessa Fernandes levou mais 1,06 minutos

15 Agosto 2008

Eusébio CUP vai para Milão


Benfica perdeu com o Inter (4-5), em jogo da primeira edição da Eusébio Cup. O encontro terminou empatado sem golos e decidiu-se nos penalties. Mas o resultado parece ser o menos importante. Não pode dizer-se que os 54 mil adeptos, que se deslocaram à Luz, tenham assistido a um bom jogo. Foi, talvez, um bom treino para ambas as equipas. A formação de Mourinho mostrou estar mais organizada e até pode dizer-se que a qualidade individual dos atletas italianos também é maior, mas o futebol é um jogo colectivo. Um grupo coeso pode fazer tombar gigantes.

Olhando para o campo, as diferenças iam desde a estatura física à organização táctica. Os jogadores do Benfica corriam muito atrás da bola, enquanto os italianos pareciam não precisar de suar para trocá-la e colocá-la nos companheiros. Os encarnados mostraram vontade, o conjunto de Milão «limitou-se» a fazer «rolar» a bola.

Mourinho parecia não estar a gostar do futebol «passivo» praticado pelo seu conjunto. Não basta ser muito «certinho», há necessidade de ter como objectivo fazer golos. Treino, ou não, a verdade é que estava um troféu em causa. E, já se sabe, Mourinho não gosta de perder.

O Benfica teve dificuldades em chegar à baliza de Júlio César, porque o 4x3x3 montado pelo treinador português jogou em bloco. Na hora de defender, os defesas e os médios formaram, muitas vezes, uma muralha que parecia intransponível.

Poucas ocasiões, poucas emoções

Aos dez minutos, uma boa jogada entre Ibrahimovic e Figo quase deu golo para o Inter. Quim defendeu o remate do antigo companheiro de selecção. Cinco minutos depois Cardozo atirou ao poste. Aos 36, o camisola 7 dos milaneses teve uma perdida incrível (mais ainda quando se fala de um jogador com a sua experiência). Ibrahimovic cruzou, Figo falhou o remate, de frente para a baliza. Aos 42 minutos Ruben Amorim colocou Júlio César à prova. Estas foram as melhores ocasiões dos primeiros 45 minutos.

Os encarnados aceleraram nos últimos momentos da primeira parte, mas de forma inconsequente. Serviu, no entanto, para acordar o público da Luz, que não teve muitas oportunidades para sentir alguma emoção. O jogo «animou», as bancadas «responderam».

Na segunda parte, Quique tirou Ruben Amorim e Urreta e colocou Balboa e Reyes, muito aplaudido pelos adeptos. Ficava a sensação de que poderiam existir mudanças. Certo é que no Inter, sem que existissem substituições, houve alterações. Os milaneses tentaram acelerar um pouco o jogo, mas começaram a revelar-se menos organizados.

A equipa da casa parecia equilibrar as contas ou, pelo menos, tentar. Com as entradas de Reyes e Balboa jogou-se mais pelas alas (Urreta mostra imaturidade e Ruben Amorim não é um extremo), mas faltou alguma objectividade.

Aproveitar para experimentar

Quique Flores fez muitas alterações e seria normal que se quebrasse algum fio de jogo (o pouco que existia). Continuou a existir muita vontade, mas do outro lado voltou a surgir um Inter mais organizado. Ibrahimovic quase marcou aos 72 minutos, valeu a acção de Quim e Luisão.

Aos 75 minutos Figo foi substituído. Na Luz ouviram-se aplausos e assobios (talvez daqueles que se esqueceram que este era um jogo particular, uma partida de homenagem).

Quique Flores tem ainda muito trabalho para fazer e sabe disso. O treinador disse que era altura de colocar a equipa à prova, pois neste jogo pôde voltar a ver o que tem de corrigir neste Benfica. Há que dar o benefício da dúvida ao espanhol e a este plantel, mas é certo que é preciso acelerar processos.

Uma nota para a festa, a homenagem. Eusébio deu o pontapé de saída e todos o aplaudiram de pé. Todos mostraram respeito pela carreira que construiu e pelos sacrifícios que fez pelo futebol e pelo «seu» Benfica.

08 Agosto 2008

Reyes na Luz

O futebolista espanhol José António Reyes, o novo reforço do Benfica, afirmou hoje que assinou pelos "encarnados" para "ser campeão" e mostrou-se confiante em realizar uma "boa temporada" com a camisola do clube lisboeta.

"A minha meta é jogar e ganhar títulos. Estou seguro que vai ser um ano bom para mim e para o clube. Quero ser campeão e estar sempre em cima", afirmou Reyes, que apareceu na conferência de imprensa de apresentação acompanhado da família e da namorada.

Sempre sorridente, o novo reforço "encarnado" disse sentir-se "em casa" no Estádio do Luz e comparou o Benfica ao colosso Real Madrid, clube que já representou.
"Pelo que pude ver, o estádio e o complexo desportivo são dos melhores do Mundo. O Benfica é o maior clube de Portugal e é igual ou até melhor que o Real Madrid", referiu o novo número "6" das "águias".
José António Reyes adiantou ainda que falou "bastante" com Simão Sabrosa, seu ex-companheiro no Atético Madrid, e revelou que o antigo capitão do Benfica "apoiou muito" o seu ingresso no clube lisboeta.

"A Liga portuguesa não é pior, mas a liga espanhola tem mais nomes. Se o Benfica jogasse em Espanha ficava nos primeiros lugares", disse o jogador.

Por seu lado, o director desportivo do Benfica, Rui Costa, que marcou igualmente presença na apresentação de Reyes, destacou a importância do jogador no plantel para a nova temporada.

"É um reforço importante para a construção de uma boa equipa", afirmou o dirigente.

Benfica anunciou quinta-feira o empréstimo por uma época do avançado espanhol, ficando o clube lisboeta com a opção de compra, tendo já adquirido 25 por cento dos direitos desportivos de Reyes, por 2,65 milhões de euros.

Reyes conta com 21 jogos pela selecção espanhola, tendo marcado quatro golos, e já representou o Sevilha, o Arsenal e o Real Madrid, antes de rumar ao Atlético de Madrid, onde foi companheiro dos portugueses Simão Sabrosa, Maniche e Zé Castro.

17 Julho 2008

Aimar em Lisboa e Coentrão em Saragoça

Aimar, que viajou de Saragoça num avião particular na companhia de Rui Costa, director desportivo do Benfica, chegou às 23:50 ao Aeródromo de Tires, dedicando agora o dia à realização dos testes médicos. O argentino revelou disponibilidade para "ajudar a equipa a ganhar títulos".

"O Benfica é dos maiores clubes do mundo. O treinador conhece-me e espero jogar e desfrutar", afirmou.






Em contrapartida....

Fábio Coentrão não vai afinal para o Feyenoord, mas para o Saragoça. O jovem avançado do Benfica já tinha dado a sua saída para a Holanda como certa, mas acaba por rumar antes a Espanha, num acordo alcançado entre os dois clubes no âmbito do negócio que levou Pablo Aimar para a Luz, concluído na tarde desta quarta-feira.

Coentrão deve viajar ainda hoje para Saragoça, com o fim de acertar com os responsáveis do clube espanhol o acordo de empréstimo, com opção de compra no final da temporada.

O Benfica agendou a conferência de imprensa de apresentação de Pablo Aimar para as 20 horas.

30 Maio 2008

Médio assina por quatro anos

Hassan Yebda é o primeiro "trunfo" de Rui Costa

Rui Costa apresentou esta quinta-feira o primeiro reforço com a sua marca. Trata-se de Hassan Yebda, médio francês de 24 anos, proveniente do Le Mans. Um atleta que se destacou na última edição do campeonato gaulês e que, como o próprio afirmou, tinha propostas de Inglaterra, Alemanha e Itália. No entanto Yebda deu prioridade ao Benfica e explicou porquê: «Trata-se de um clube com uma grandiosa história e que, por intermédio do Rui Costa, do presidente e do treinador, me apresentou um projecto muito aliciante», contou.

Nascido em Saint Maurice a 14 de Maio de 1984, Yebda é um futebolista francês de origem argelina que iniciou a sua carreira em França, no Auxerre, sendo depois transferido para o Le Mans, clube no qual se destacou. Jogou ainda uma época emprestado ao Laval. O ponto alto da sua carreira foi a conquista do Mundial de Sub-17 ao serviço da França, competição onde este médio de 1,87m e 77kg mostrou a sua versatilidade.

Apaixonado pela Luz

Agora segue-se o Benfica. E o objectivo é claro: «Ser campeão». «Sinto paixão por este emblema e darei tudo por ele. Só o facto de saber que tem o maior número de sócios em todo o Mundo diz tudo», confessou. O jogador deu-se a conhecer como médio defensivo, embora tenha afirmado que também pode ocupar a posição número oito. Yebda revelou ainda já ter falado com Quique Flores, seu futuro treinador, realçando tratar-se de uma pessoa «afável e respeitadora». «Gostei de falar com ele e é bom saber que teve sucesso nos sítios por onde passou», frisou.

Igualmente satisfeito estava Rui Costa ao apresentar o reforço para as próximas quatro temporadas. «É um jogador que conta com a aprovação de Quique Flores, embora eu tenha realizado alguns adiantamentos ao nível das negociações, pois era alvo de interesse de outros clubes. Fico contente por ter escolhido o Benfica. Acredito que tem o perfil para o Benfica, pois possui maturidade e é um vencedor, capaz de poder apresentar-se ao nível da alta competição no imediato.»

Quanto ao restante plantel, Rui Costa afirmou que está a trabalhar para que, se possível, «o plantel possa estar fechado quando a época arrancar». Costa lembrou ainda que não vai responder a especulações quanto a possíveis entradas e saídas.


Novo Treinador

Seis técnicos… um conceito

Diamantino Miranda, Fran Escribá, Quique Flores, Paco Ayestaran, Emílio Alvarez e Fernando Chalana. Seis homens, um objectivo: fazer do Benfica campeão e resgatar a glória que em tempos tornou o Glorioso numa das mais fortes equipas mundiais. É necessária paciência, claro, para alcançar tal objectivo. Mas é com muita vontade de ganhar que todos eles iniciam a nova aventura de águia ao peito. Em exclusivo ao Site Oficial do Benfica, a equipa técnica para a época 2008/09 abre as portas do gabinete e mostra como se trabalhará o êxito.

Quique Flores e o método

Comunicativo, metódico, ambicioso. Assim se apresenta Quique Flores. Diz fazer do «método» o seu ponto sagrado de trabalho e afirma conseguir, dessa forma, tornar as suas equipas «mais competitivas». «Queremos complicar a tarefa a quem nos defronte, pois teremos de ser fortes e perigosos», acrescenta.

Quique sabe com o que conta e destaca o facto de, pelos vídeos que já viu, existirem na equipa «jogadores interessantes, com muita margem de progressão e sentido colectivo», embora não esqueça que «existem necessidades». «Estamos a meio caminho antes de definirmos o plantel. Estamos a visionar vídeos, a trocar impressões com o Rui e o presidente e a trabalhar a próxima época. É um processo que não pára», foca.

O treinador principal da equipa do Benfica, anteriormente técnico do Valência e do Getafe, garante que um dos maiores prazeres de poder trabalhar com esta equipa será «potenciar os jovens». «Têm qualidade individual, mas é claro que por serem jovens tenham de ser mais trabalhados sob um contexto táctico. Há sempre algo a melhorar numa equipa e em cada jogador, sendo realmente excitante e estimulante para um treinador a aventura de ajudar cada atleta a ultrapassar as suas próprias barreiras.»

Quique Flores não esconde que é um homem «feliz» por poder contar com a equipa técnica que «queria» e apresenta mesmo os elementos menos conhecidos dos portugueses: «Partilham conceitos de jogo e têm total conhecimento do caminho a seguir. Fran é fantástico a analisar os adversários, Paco tem trabalho bem visível na liga espanhola e no Liverpool, tendo já ganho importantes títulos. É importante na parte física e também intervém na vertente táctica. Emílio é um treinador de guarda-redes moderno, agressivo e com métodos inovadores. Trata-se da soma de partes que se compreendem e respeitam», conta.

O técnico principal deixa ainda uma palavra aos adeptos e sócios do Benfica: «Será sempre positivo que sejam exigentes com o nosso trabalho, pois só ficamos mais fortes. É para eles que estamos a trabalhar, pois as massas estão por detrás de todos os nossos objectivos. Sabemos que eles estão atentos e tentaremos agradar-lhes». Por outro lado, Quique não esconde a ambição de lhes dar alegrias: «As pessoas mostram-se contentes, dão-nos força e mostram uma emoção enorme. Queremos recompensá-las com trabalho e mostrar-lhes que estamos totalmente dedicados a este tremendo desafio».

Fran Escribá e o despertar

Elemento fulcral na equipa técnica, Fran Escribá já acompanhou Quique no Valência, clube onde tem uma longa história. Revelando-se «feliz» por saber que «esta equipa técnica tem a oportunidade de ajudar o Benfica a deixar de ser um gigante adormecido no que toca a resultados», Fran deixa um desejo: «Queremos ser o despertador deste Benfica».

Para tal, já começou o trabalho: «Temos vídeos de toda a temporada passada. Ainda é difícil concluir algo, mas notei que em todos os jogos existiram coisas positivas e outras que se podem melhorar, sobretudo a nível colectivo. Destacaria, como o mais positivo, a atitude que os jogadores colocam em campo, o que me parece ser o primeiro passo para podermos trabalhar com qualidade».

Falando de Quique, o seu adjunto revela ser alguém que «dá muita liberdade aos colaboradores, sendo exigente e trabalhador». «Temos debates constantes, pois todos são escutados acerca de questões tácticas e técnicas e sobre a forma de trabalhar da equipa, sendo claro que o Quique tem a última palavra. O nosso trabalho decorre muito mais horas fora de campo do que dentro. Como treinador destaco a capacidade de análise. Depois de ser futebolista colaborou com televisões e jornais, como comentador, e penso que isso o ajudou a dar-lhe uma capacidade de análise que complementou da melhor forma com toda a sua qualidade enquanto treinador. A análise é, para mim, a sua grande virtude. Como pessoa é muito afável e amigo. Também nos damos bem a nível familiar e isso demonstra o carinho que lhe tenho.»

Paco Ayestaran e o complemento

Reputadíssimo preparador-físico, tendo como cartão de visita a integração na equipa técnica do Liverpool campeão europeu em 2004, na final ganha ao Milan e onde os ingleses recuperaram de um resultado desfavorável de 3-0, Paco Ayestaran refere que «o futebol português pode ser intenso, mas não creio que seja mais do que é em Inglaterra». «Acompanhei o futebol português à distância e até já assisti a algumas partidas da liga portuguesa nos estádios. Creio que é técnico, rápido e possui jogadores com qualidade.»

Quanto ao trabalho a implementar, o técnico refere: «O rendimento da equipa tem de ser reflexo de um trabalho forte na vertente física, mas sem nunca esquecer que tal é o complemento do trabalho táctico e técnico. O processo é um todo, não se deve falar de um trabalho físico, pois estamos a falar de futebolistas».

Diamantino Miranda e a emoção

De regresso à Luz, Diamantino Miranda, um ex-número dez do Benfica, não esconde, por seu turno, a emoção desta nova etapa na sua carreira. O adjunto de Quique Flores refere estar «muito emocionado». «Contactar com o Caixa Futebol Campus e com a Luz traz-me à memória variadíssimas coisas. Estando aqui como profissional sinto grande responsabilidade porque sou a extensão dos sócios», refere.

Afirmando que as conversas com Quique estão a ser produtivas - «a linguagem futebolística é igual e transmiti-lhe que quero ajudar o Benfica e a ele» -, Diamantino lembrou que se empenhará em «transmitir aos jovens do Clube aquilo eram os factores que tinham a ver com o sucesso de outra altura». «Vou lembrar que o Benfica é o top».

Chalana e a transição

Para Fernando Chalana esta é uma «importante fase de transição» não escondendo o facto de se sentir «motivado» para «ajudar a equipa técnica e o Benfica a evoluir no sentido que todos os benfiquistas querem». O "Pequeno Genial" revela que «é com enorme prazer» que vai continuar a ajudar o Benfica a «procurar com muita ambição os títulos que todos desejam». «Sinto-me muito motivado a ajudar o meu clube de sempre e a transmitir os meus valores aos jogadores».

Emílio Alvarez e a inovação

Por último, Emílio Alvarez será o treinador de guarda-redes. «O Benfica está servido por grandes "porteros". São de excelente nível. Estou pronto para ajudá-los a evoluir e a tornarem-se ainda melhores do que são. Felizmente, o Benfica está muito bem servido nesse aspecto», afirma.

Em jeito de apresentação, este espanhol, ex-camadas jovens do Real Madrid, promete inovar: «Tenho uma forma de trabalhar algo distinta do convencional. Entendo que o guarda-redes tem de conhecer o jogo e para que isso aconteça utilizo formas específicas, velozes e agressivas de treino que contenham sempre aspectos técnico-tácticos. Utilizo ainda material no campo que habitualmente não se vêem nos treinos. Acho que, dessa forma, ajudo os atletas a tornarem-se mais fortes física, técnica e psicologicamente».
 
 
 

11 Maio 2008

Obrigado Rui

Exclusivo www.slbenfica.pt


A última grande entrevista a Rui Costa enquanto jogador

«Nada supera a felicidade de terminar a carreira no Benfica»


Chegou a hora. Depois de passados 26 anos desde o dia em que abraçou, ainda menino, a carreira de futebolista, Rui Costa despede-se dos relvados ao serviço do mesmo Clube que tão honrosamente representou na etapa inicial da carreira. Pelo meio, mais de uma década em que espalhou brilho e magia em Itália e também gloriosos anos ao serviço da Selecção Nacional.

Em vésperas da despedida dos relvados, em jogo relativo à 30.ª jornada da Bwin Liga, ante o V. Setúbal, Rui Costa concedeu ao Site Oficial do Benfica uma entrevista em que não escondeu as emoções que lhe atravessam a alma. O "Maestro" num adeus sentido.




"Viver" a camisola

Rui, este é mesmo o último jogo oficial da sua carreira?

Ainda me custa acreditar estar a chegar ao fim da minha carreira. Foi um ciclo fantástico que agora se encerra. Apesar de me custar dizê-lo – e por vezes admiti-lo – é a minha despedida como jogador profissional de futebol.





Naquela que é a contagem decrescente para o final de um ciclo, que sentimentos lhe atravessam o espírito e que pensamentos lhe assomam a mente a pouco tempo de pisar o relvado da Luz pela última vez em termos oficiais? Como está a viver esta semana?



Há um misto de sentimentos: tristeza por deixar de fazer aquilo que mais gosto de fazer, orgulho por tudo o que vivi nestes anos todos, alegria por poder fazer a despedida no Clube onde comecei e perante o meu público, e saudades. É estranho mas ainda sem ter terminado, já começo a sentir saudades de tudo quanto vivi enquanto jogador!



O que lhe têm dito, ao longo da presente semana, aqueles que lhe são mais próximos, em especial familiares e amigos? Existe alguma frase ou pedido que o tenha marcado nesta altura? E quanto aos adeptos, o que mais lhe têm dito nas ruas?


Creio que o pedido que mais tenho ouvido nestes últimos meses/semanas é para continuar, mas essa decisão já esta tomada e assumida. Há um tempo certo para parar, às vezes não conseguimos sair quando devemos. Não quero correr esse risco!


O Benfica já teve muitos heróis, mas a relação com o Rui tem algo de especial. Como explica esta forma de estar dos benfiquistas em relação a si? Além da imensa categoria futebolística e do reconhecido benfiquismo, tem alguma "teoria" para tanta empatia?


É algo que me enche de orgulho e creio que se pode explicar por uma razão muito simples: sempre vivi a 'camisola' do Benfica, mesmo quando estive fora. Saí do Clube, não por minha vontade, mas pela necessidade que o Benfica tinha; fui para onde o Benfica quis e regressei com um contrato em branco. Tudo isto, seguramente que é apreciado e valorado pelos adeptos e ajudou a fortalecer essa empatia.


Emoções e objectivos

Tendo em conta a forte relação que une os adeptos ao Rui (e vice-versa), e imaginando a forma como se despedirá dos relvados neste domingo, é, ainda assim, capaz de garantir que não voltará a chorar de emoção quando a Luz se erguer para o aplaudir?

Impossível, creio mesmo que será difícil não o fazer!


Os adeptos serão igualmente fundamentais no apoio a um Benfica que se vê obrigado a ganhar e a esperar pelo que se passará noutros campos. Que mensagem deixaria aos benfiquistas que se deslocarem à Luz?



É preciso acreditar que podemos, ainda, chegar à Champions. Enquanto houver esperança vamos dar tudo para lá chegar. É verdade que não dependemos de só de nós, mas apesar de não acreditar neles, os 'milagres acontecem'.


Naquela que foi uma das melhores épocas do Rui nos últimos anos, o Benfica viveu uma das suas piores temporadas. Apesar de ter provado que, aos 36 anos, manteve a qualidade que todos lhe reconhecem, acreditamos que se sente infeliz neste momento. De que forma faz, assim, o balanço de uma temporada que se poderá considerar agridoce?



Apesar de tudo quanto se passou esta época, nada supera a felicidade de terminar no Benfica a minha carreira. É evidente que preferia fazê-lo num cenário bem diferente, mas infelizmente temos de viver a realidade, não é algo que se possa escolher. Mas independentemente de tudo, estou feliz por me despedir da profissão neste estádio e perante o meu público.


Terá, a partir desta altura, um papel igualmente fulcral, mas a outro nível, no Benfica. O que levará dos relvados para as mesas de trabalho de forma a potenciar o seu trabalho e, por outro lado, que princípios promete seguir fielmente de forma a ajudar o Benfica a atingir um patamar de maior sucesso em termos desportivos?



Quanto ao futuro, chegará o tempo certo para falarmos sobre ele. Agora é tempo de pensar no Vitória de Setubal.

Texto: Ricardo Soares



17 Março 2008

O motivo da saída de Camacho


Aqui fica uma pequena caricatura das razões que motivaram a saída de Camacho do Benfica.

Corrida pela Europa

O F.C. Porto caminha a passos largos para a revalidação do título nacional e a União de Leiria parece destinada à descida para a Liga Vitalis, mas tudo o mais cheira a incerteza na tabela classificativa da Bwin Liga. Na corrida pelos lugares de acesso às competições europeias, por exemplo, há uma distância de dez pontos a separar oito equipas com aspirações legítimas.

O Sporting recebe esta noite o Nacional da Madeira. Os leões podem regressar à quarta posição e os insulares, em caso de resultado positivo, também fica na cauda do pelotão que corre para a Europa. Nesta altura, o Nacional tem 29 pontos.

Olhando para as equipas com mais de trinta pontos, encontramos oito candidatos para cinco posições. O leque de semi-finalistas da Taça de Portugal deixa perceber que o 6º lugar na Liga dará acesso à Taça UEFA.

Uma análise ao calendário da competição demonstra emoções fortes até ao final, mas há candidatos mais felizes que outros, no plano teórico.

O Benfica tem duas deslocações complicadas à Invicta, mas depois arranca para um final na zona centro, enquanto o V. Guimarães poderá sentir mais dificuldades quando receber o F.C. Porto e partir para o Restelo, na jornada seguinte. Logo atrás, o V. Setúbal bate-se em três frentes e terminará a Liga no Estádio da Luz.

O Sporting, à partida, tem o calendário mais acessível, com uma jornada dupla em casa e três deslocações ao reduto de equipas que lutam pela permanência. O Sp. Braga tem de jogar em Alvalade e no Bessa, enquanto o Belenenses, que ainda pode perder seis pontos, recebe F.C. Porto, V. Setúbal e V. Guimarães, jogando ainda na Luz.

Jaime Pacheco pode validar a sua candidatura nas próximas jornadas, com compromissos no Bonfim e no D. Afonso Henriques, recebendo o Benfica pelo meio. A caminhada do Boavista termina em Alvalade. O Marítimo também jogará no reduto do Sporting, aguardando com expectativa a deslocação a Guimarães, na próxima jornada. Tudo pode acontecer na luta pela Europa.

Calendário dos 9 primeiros classificados:

F.C. PORTO - 57 pontos (Belenenses fora, E. Amadora em casa, V. Setúbal fora, Benfica em casa, V. Guimarães fora, Nacional em casa e Naval fora)

BENFICA - 41 pontos (P. Ferreira em casa, Boavista fora, Académica em casa, F.C. Porto fora, Belenenses em casa, E. Amadora fora e V. Setúbal em casa)

V. GUIMARÃES - 41 pontos (Marítimo em casa, P. Ferreira fora, Boavista em casa, Académica fora, F.C. Porto em casa, Belenenses fora e E. Amadora em casa)

V. SETÚBAL - 37 pontos (Boavista em casa, Académica fora, F.C. Porto em casa, Belenenses fora, E. Amadora em casa, Leixões em casa, Benfica fora)

SPORTING - 34 pontos, menos 1 jogo (Nacional em casa, Naval fora, Sp. Braga em casa, Leixões em casa, U. Leiria fora, Marítimo em casa, P. Ferreira fora, Boavista em casa)

SP. BRAGA - 33 pontos (Leixões em casa, Sporting fora, U. Leiria em casa, Marítimo fora, P. Ferreira em casa, Boavista fora, Académica em casa)

BELENENSES - 33 pontos (F.C. Porto em casa, Leixões fora, E. Amadora fora, V. Setúbal em casa, Benfica fora, V. Guimarães em casa e Nacional fora)

BOAVISTA - 31 pontos (V. Setúbal fora, Benfica em casa, V. Guimarães fora, Nacional em casa, Naval fora, Sp. Braga em casa e Sporting fora)

MARÍTIMO - 31 pontos (V. Guimarães fora, Nacional em casa, Naval fora, Sp. Braga em casa, Sporting fora, U. Leiria em casa, Leixões fora)

Marítimo-Benfica, 1-1

Quim, segurança e valentia

Foi, na maior parte do tempo, um jogador muito em foco. Pelos voos, pelas saídas e pela segurança que deu ao sector mais recuado. Só não defendeu o golo de Ytalo e pouco podia fazer. Efectuou, aos 22 minutos, uma defesa monumental, ao parar um remate de Marcinho.

Nos vários cruzamentos vindos das linhas laterais, mostrou segurança e qualidade nos reflexos, deixando o adversário à beira de um ataque de nervos. Está em grande forma.

Cristian Rodrigues, fez de Rui Costa
O médio Uruguaio fez o papel de Rui Costa e não se saiu nada mal. Bem a defender, melhor a construir jogadas de ataque. Sempre perto de Cardozo, Rodrigues era o elo de ligação entre a defesa e o ataque encarnado, fazendo do drible e da velocidade a maior virtude dos encarnados.

E argumentos?
Sabe-se que o que conta são os resultados, porém, não se compreende como uma equipa como o Benfica entra nos Barreiros com tantos elementos defensivos. As opções podem ser escassas, é certo, mas não há mais argumentos?

Mossoró e Bruno, vontade e qualidade de sobra
São dois jogadores fabulosos, mas com condições físicas diferentes. Bruno, mais velho, perdeu velocidade com o desenrolar da partida, mas nunca deixou de ajudar os companheiros, servindo-se da apurada técnica. Mossoró foi um poço de energia, segurando muitas vezes Rui Costa.

Ytalo, a flecha que feriu a águia
Uma desmarcação, uma corrida, um remate e um golo ao Benfica. Nada mau para quem vestia a camisola dos seniores pela primeira vez. Tem fama de goleador entre os mais novos e conquistou os mais velhos com a sua entrega e... ponto.

Baba, estreia pouco feliz
Lazaroni deixou durante demasiado tempo Baba em campo. Culpa que o avançado não teve,ao contrário do treinador. Pouco ou nada fez.

10 Março 2008

Camacho de saída após empate em casa com o "Lanterna Vermelha" do Campeonato

O empate caseiro com a União de Leiria (2-2), "lanterna vermelha" na Liga, foi o último embate em que o espanhol José Antonio Camacho orientou a equipa do Benfica. O anúncio do adeus do treinador aconteceu durante a conferência de imprensa que se seguiu ao jogo realizado na tarde de domingo, na Luz.

"Não consigo fazer mais nada para melhorar o rendimento da equipa", afirmou, resignado, Camacho que, antes da demissão, viu o Benfica falhar cinco jogos consecutivos em casa (quatro empates para a Liga - Leixões, Nacional, Sp. Braga e U. Leiria - e o último duelo europeu, com o Getafe) Segundo o presidente Luís Filipe Vieira - que acompanhou o treinador na comunicação aos jornalistas - Chalana irá comandar a equipa no embate com o Getafe, agendado para quarta-feira em Espanha.

"A decisão é irreversível, apesar de a direcção o ter tentado demover", esclareceu o líder.
"Não estávamos minimamente preparados para uma coisa destas. Já passámos por momentos mais graves do que estes, mas, neste caso, não podemos fazer mais nada", afirmou Vieira, que realçou que a "amizade continua intacta", pois "é raro encontrar pessoas como Camacho no futebol", e profetizou que voltarão "a cruzar caminhos no futuro".

"Brevemente haverá mais notícias para os adeptos", acrescentou Vieira que, para além de não ter respondido a perguntas, se escusou a avançar com o nome do sucessor de Camacho.
As águias treinam segunda-feira, às 16.45 horas, na Luz. Depois será a viagem para Madrid. Terça-feira a equipa faz a habitual sessão de adaptação ao relvado do Getafe e no dia seguinte - precisando de vencer, marcando 2 golos - joga o tudo por tudo na Taça UEFA. Recorde-se que, em casa, os encarnados foram surpreendidos pela equipa dos arredores da capital espanhola, baqueando 1-2.

23 Fevereiro 2008

Publicidade e Estratégias de quem vive á conta do SLB


"O jogo entre Benfica e Nuremberga foi o programa mais visto na televisão portuguesa na noite de quinta-feira, ultrapassando em larga escala o Basileia-Sporting. O encontro decisivo para a passagem dos encarnados aos oitavos-de-final da Taça UEFA foi transmitido pela TVI e, de acordo com os dados da Marktest divulgados esta sexta-feira, foi visto por cerca de 1,5 milhões de pessoas, para uma audiência de 17,6 por cento, e teve uma quota de espectadores de 39,6 por cento.


O jogo do Sporting, por seu turno, teve uma audiência de 10,6 por cento, com 23,9 por cento de «share», valores que colocam a transmissão da partida de Basileia como o sexto programa mais visto do dia."

in MaisFutebol


Esta noticia pouco tem de especial á 1ª vista, mas se quisermos dar-lhe um olhar mais profundo, tipo teoria da conspiração apercebemos-nos que faz todo o sentido fazer esta análise, ora vejam.


Não é por acaso que os jogos do Benfica são os que geram mais receitas, uma vez que é o clube que tem mais adeptos, mas se a estes juntarmos os anti-benfiquistas então o número de potenciais clientes dispara.


Reparem que neste dia estavam petrificados frente á televisão, não só os Lampiões, como também os Tripas a ver se o SLB entrava em desgraça na UEFA. Mas para se atingir um SHARE de 40% atrevo-me a afirmar que até os Lagartos se desligaram do jogo enfadonho do seu Clube, para tentarem ter a maior alegria do dia, algo que acabou por não acontecer, para tristeza desta malta.


Mas só assim se consegue um Share desta natureza.


Quando os Jornais Desportivos, Televisões, etc., noticiam algo sobre o SLB, eles sabem perfeitamente que não só se dirigem aos Lampiões, mas sim a todo o País, seja essa atenção gerada pelo Amor ou pelo Ódio que cada um nutre pelo SLB.


Por isso quero desde já agradecer aos Lampiões pela paixão que têm a este fabuloso Clube, mas também quero aqui dar uma palavra de apreço a todos os Anti-Benfica, pois sem eles era dificil atingir este patamar.


Obrigado a todos vocês que fazem do Benfica não só o maior Clube de Portugal como também um dos Grandes da Europa e do Mundo.


PS: Uma pequena nota para os Anti - não se inibam de comentar este texto pois queremos continuar a beneficiar do vosso precioso apoio.


Obrigado a todos.



Nuremberga 2-2 Benfica

Herói. Tão herói quanto o foram Eusébio ou José Augusto quando, nos anos 60, viraram uma eliminatória que parecia perdida ante este mesmo Nuremberga, na caminhada para a conquista do segundo título europeu. Óscar Cardozo saltou do banco para fazer ressurgir o Glorioso de uma eliminatória que parecia perdida. Agora, após tocar o inferno de uma prematura eliminação, o Benfica ganha novo fôlego na Taça UEFA. A glória pode estar mais perto...

Entrar com fato de gala

Frio, história e… calor. Nem mais. O Benfica apresentou-se no Easy Credit Stadium sob um frio cortante o que, ainda assim, não beliscou o entusiasmo alemão que, como se esperava, encheu por completo as bancadas. Foram 44 mil aqueles que quiseram levar a sua equipa a reencontrar-se consigo mesma na história, mas não só o resultado da primeira mão (1-0, na Luz) jogava a favor do Benfica, como também as memórias lhe aqueciam a alma, ou não fosse este Nuremberga o mesmo adversário que em 1962 foi vergado a seis golos que Eusébio, José Augusto e companhia obtiveram na Luz, dando a volta a uma eliminatória que até parecia perdida, mercê dos 3-1 que os germânicos então levaram da Alemanha.

Os tempos são outros. O Benfica já não é a principal potência europeia (embora trabalhe para voltar a tal patamar) e o Nuremberga tenta evitar a todo o custo a descida de divisão na Alemanha, pelo que mais este jogo ganhou importância para a equipa germânica. Naquela que foi a cidade que viu nascer e morrer os ideais que "alimentaram" o Holocausto, repetia-se, simbolicamente e a nível desportivo, o Julgamento de Nuremberga. É que todos os adeptos germânicos, sem excepção, sentiam que, caso ganhasse a um mais forte Benfica, o Nuremberga poderia partir para um último terço de época feita de renovados horizontes.

No entanto, foi um Benfica adulto e com fortes argumentos de defesa aquele que se apresentou no excelente relvado do Easy Credit Stadium. Tal ficou demonstrado nos instantes iniciais quando, à vez, Rui Costa testou os reflexos de Blazek e Maxi Pereira, após bela iniciativa de Léo, atirou por cima numa espécie de penalty em movimento. Actuando em 4-2-3-1 (onde se notou a ausência de última hora de Rodriguez) e onde Katsouranis e Petit se reencontraram no miolo, alicerçando a construção de jogo de Rui Costa, o Benfica ganhou nitidamente o meio-campo ao longo da primeira meia-hora, de pouco valendo as tentativas germânicas de jogar directo nas "torres" Koller e Charisteas.

Ressurgimento germânico

No entanto, com o passar do tempo, o Benfica foi permitindo algumas veleidades atacantes aos alas da formação da casa, o que criou renovada esperança entre os adeptos do Nuremberga. O golo esteve mesmo à vista quando, aos 39', Saenko ganhou espaço pela direita e centrou rasteiro para um falhanço incrível de Charisteas. Assustou, é certo, o Nuremberga, mas logo sofreu na pele o credível aviso da linha ofensiva benfiquista (esta noite liderada por Makukula), precisamente num lance de insistência que culminou com um remate cruzado muito perigoso de Katsouranis.

No entanto, o intervalo não chegaria sem antes Engelhardt ganhar a linha de fundo na esquerda e cruzar rasteiro para Saenko colocar à prova os reflexos de Quim. Era já nessa altura um Benfica operário aquele que tentava colocar cobro à crescente esperança de um Nuremberga sonhador. Um golo precisava-se, pois, para resolver uma eliminatória ainda em aberto. O início da segunda parte não trouxe muitas novidades, sendo que ao Benfica agradava o facto de o centro da acção regressar ao miolo. No entanto, tal não invalidava que surgisse um ou outro susto, sendo o livre apontado por Galasek – ao qual Quim respondeu a dois tempos – um aviso de que num lance de bola parada ou num lançamento para um dos avançados o perigo poderia dar à costa. E deu mesmo logo de seguida, quando Charisteas recebeu um passe longo de Mnari e, ante Quim, atirou a contar. O réu de Portugal na final do Euro'2004 voltava a deixar marcas negativas nas contas lusas.

Do inferno ao céu

Com a eliminatória igualada cabia ao Benfica mostrar o seu real potencial, investindo no ataque, mas pela frente já estava uma equipa em autêntica superação, pelo que tudo corria bem aos germânicos. Até mesmo um remate de Pinola, a mais de 30 metros da baliza, quase resultou em golo, embatendo a bola, com estrondo, no poste esquerdo da baliza à guarda de Quim. Não teve tempo o Benfica de reagir pois logo de seguida, após perda de bola de Luís Filipe, Saenko isolou-se e, depois de ladear Quim, colocou a eliminatória do lado do Nuremberga.

Faltavam 20 minutos para o final e Camacho tinha de fazer algo. O técnico apostou em Cardozo, juntando-o a Makukula no ataque e descendo Katsouranis para a defesa, saindo Edcarlos. Sepsi, que tão bem entrara na Figueira da Foz, ante a Naval, foi chamado ao lado esquerdo do ataque, saindo Maxi Pereira. E o que é certo é que quase ganhava a aposta de forma instantânea pois Sepsi serviu Cardozo e só por pura infelicidade o paraguaio, isolado, não acertou. Era um aviso de mudança. Lançado Di María para o assomo final (saindo o esgotado Nuno Assis), o Benfica comandou o jogo nos minutos derradeiros, apresentando-se com quatro homens num ataque bem aberto. Sentia-se que, apesar das ganas defensivas dos germânicos, poderia vir ao de cima um pormenor representativo da maior qualidade benfiquista.

E ele veio a partir do pé esquerdo de Cardozo que, à entrada da área, aproveitou uma sobra para chutar enrolado mas certeiro ao poste mais distante. Os alemães "morreram" nesse momento e o Benfica encarregou-se de infligir o golpe fatal na última jogada da partida, quando Léo isolou Di María e este, com classe, ultrapassou o guarda-redes contrário e empatou a contenda. Do inferno ao céu nos três minutos finais, o Benfica soube dar uma resposta cabal às adversidades, sendo notória a capacidade atacante que os três homens (além dos marcadores, também Sepsi se revelou muito importante no flanco esquerdo) que saltaram do banco trouxeram ao seu jogo. Segue-se o Getafe e a certeza que só um Benfica mais compacto em todos os momentos dos oitavos-de-final pode seguir em frente pois os espanhóis são um pouco superiores ao Nuremberga.

14 Fevereiro 2008

Benfica: 1 Nuremberga: 0

A centésima vitória do Benfica em casa nas provas europeias foi conseguida sem o brilho das verdadeiras noite uefeiras. O segundo encontro entre os «encarnados» e o Nuremberga foi a antítese do episódio mágico de 1962: mal jogado, aborrecido, quase sempre com pouca intensidade. Na linha do que a equipa de Camacho tem feito nos últimos tempos.

No primeiro remate à baliza alemã o Benfica fez o 1-0, o golo um de Makukula na Luz. O instante mágico de Rui Costa conjugou-se com a potência de remate do avançado e com a péssima intervenção de Blazek. E só assim Camacho viu a sua equipa furar o bloqueio imposto pelo Nuremberga desde o início.


Entusiasmado com a possibilidade de colocar em simultâneo Maukukula e Cardozo, Camacho talvez não esperasse que os alemães ignorassem o desafio. Galásek manteve-se como trinco e lá atrás ficaram dois para dois. Thomas van Heesen aceitava o risco e preferia tentar controlar o meio-campo.


Durante 42 minutos funcionou. O Benfica não existiu. Chutou uma vez ao lado, por Rodríguez, conseguiu um par de cantos e assim esteve. Do outro lado, o Nuremberga apareceu na frente nos primeiros quinze minutos, mais devido a erros de Léo do que propriamente por grande mérito. Luisão segurou bem Koller, nas alas ninguém desequilibrava e os três médios pareciam satisfeitos por estarem a parar Rui Costa e Petit.


Enquanto isto, nas bancadas mais de cinco mil alemãs mostraram primeiro como se apoia uma equipa e depois como se desafia a polícia. Durante dez minutos lançaram-se cadeiras contra o corpo de intervenção e a situação chegou a parecer fora de controlo. Quando tudo se compôs na bancada, desequilibrou-se no relvado. Rui Costa passou entre os médios alemães, Galásek baralhou-se e o resto foi com Makukula e Blazek. Ao intervalo, 1-0 era um excelente resultado para o Benfica.


Um passo atrás


O jogo voltou do balneário igual. Os jogadores encaixados, sem capacidade de desequilibrar e imensas dificuldades em encontrar espaço para ligar passes. Aborrecido? Sim, muito.


Com Katsouranis a central, Petit e Rui Costa sempre em inferioridade numérica e a dupla Makukula/Cardozo muito longe, a «solução» passava quase sempre por passes longos de Luisão. Obviamente condenados. Camacho percebeu a mensagem. Era preciso dar um passo atrás para tentar descobrir soluções novas. O paraguaio saiu, Dí Maria entrou para a esquerda. Assobios. O Nuremberga, apesar de ter colocado um extremo fresco, lembrou-se pouco de Koller. Aos 60 minutos, o Benfica equilibrava as contas a meio-campo.


O treinador espanhol tinha razão. O Benfica passou a ter mais bola, a equipa alargou-se no terreno e de repente, como por magia, começou a haver espaço. Nuno Assis interpretou muito bem o papel de agente de ligação entre Rui Costa e os da frente. Primeiro Rodríguez, depois Dí Maria, a seguir Rui Costa. As alas funcionavam, finalmente, e o Nuremberga cometia agora faltas em território perigoso. O Nuremberga continuava a mostrar muito pouco e a única excepção foi mesmo uma movimentação de Engelhardt, aos 73 minutos, que terminou com uma defesa de Quim. Esse lance coincidiu com o fim do melhor período do Benfica, aqueles minutos em que os portugueses pareceram capazes de ir ao baú recuperar um pouco do espírito de 62.


Sem fulgor físico, surpreendentemente o Benfica permitiu que o Nuremberga se mostrasse, funcionando em bloco. Sem perigo, mas com bola. Camacho percebeu (embora tenha demorado um pouco¿) o sinal e trocou Rodríguez e Nuno Assis por David Luiz e Adu. Outro ligeiro passo atrás. Mas percebe-se. Por aquela altura, ganhar e não sofrer golos voltava a ser excelente.


Há 46 anos um Benfica-Nuremberga entrou para a história como um dos episódios gloriosos que ajudaram a construir o mito do inferno da Luz. Esta noite os adeptos alemães estiverem sempre mais presentes do que os portugueses e o jogo pouco teve de intenso. Não ficará na história. Aliás, o melhor é esquecê-lo depressa.

12 Fevereiro 2008

Taça de Portugal: Benfica 4-1 Paços de Ferreira

Sociedade Cardozo & Costa coloca Benfica nos "quartos"

Dois golos de Óscar Cardozo e um outro apontado por Rui Costa (a que se soma uma assistência do "Maestro") colocaram o Benfica nos quartos-de-final da Taça de Portugal depois de, numa fase inicial, o Paços de Ferreira até ter estado a ganhar.

Início para esquecer

Bastou um minuto apenas para que a tónica do jogo – em que Makukula se estreava de águia ao peito – mudasse radicalmente. Wesley combinou na direita com Ricardinho e este centrou rasteiro para o coração da área, onde surgiu Pedrinha que, após um compasso de espera, deixou Maxi Pereira fora da jogada e atirou a contar para o fundo das redes à guarda do regressado Butt. A Luz, esta noite de domingo com menos público que o habitual, congelava, receando uma prematura eliminação da Taça de Portugal. Mais se adensou tal desassossego nos minutos seguintes, pois o Benfica demonstrava dificuldades em ultrapassar um Paços extremamente bem organizado na sua defesa e nunca se sentindo intranquilo com a bola nos pés.

Makukula, na sua estreia com a camisola do Benfica, começou o jogo sozinho na frente de ataque e o que é certo é que na primeira meia-hora acabou por não ter acompanhamento, visto o Benfica revelar algumas dificuldades na circulação de bola a nível ofensivo. Camacho não esperou mais para mudar tratou de dar acompanhamento ao ponta-de-lança, fazendo entrar em campo o goleador Cardozo. Edcarlos foi o homem sacrificado, acabando Katsouranis por recuar e cabendo a Rui Costa e a Maxi Pereira as despesas do jogo no miolo.

Resposta para recordar

Começaram imediatamente as aflições na defesa pacense, obrigada a errar ao minuto 41, quando Tiago Valente tocou Rodriguez (de regresso à titularidade) em plena área. Chamado a converter o castigo máximo, Cardozo estoirou para o empate. Pouco teve de esperar para, na etapa inicial da segunda parte, bisar, novamente na marcação de uma grande penalidade. Desta feita foi Makukula a sofrer a falta do mesmo Tiago Valente que, na sequência do lance, viu o segundo cartão amarelo. Cardozo resolvia, assim, um problema que muitos previam ser problemático de resolver.

Nessa altura, já era um Benfica tranquilo e com futebol fluído aquele que se impunha no seu relvado. Previa-se o terceiro golo e se Makukula (remate falhado em rotação) e Katsouranis (cabeceamento para grande defesa de Peçanha) não fizeram o gosto ao pé, acabou por ser Rui Costa a acabar com todas as dúvidas, rematando em força na sequência de uma sobra de bola em plena área pacense. O criativo – autor de uma magnífica exibição – revelou-se ainda decisivo já em cima do minuto 90 quando, pouco antes de ser substituído para os aplausos, voltou a forjar uma bela jogada que culminou num bom remate de Nuno Assis. A bola estava no fundo das redes e o Benfica nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Que bela recuperação, após o susto inicial.

08 Fevereiro 2008

Luisão

No primeiro jogo de 2008, o Brasil deslocou-se a Dublin, para um particular com a República da Irlada. O seleccionador Dunga colocou o benfiquista Luisão a titular. O central fez dupla no eixo da defesa com Alex, do Chelsea.

A partida seria, porém, resolvida pelo génio de Robinho. O atacante do Real Madrid apontou o único golo do desafio aos 67 minutos. Após jogada de Diego (ex-FC Porto), Robinho entrou na área e, com um defesa pela frente, rematou pelo meio das pernas do irlandês que tinha à frente e fez a bola entrar junto ao poste mais distante.


Na selecção canarinha estrearam-se ainda os laterais Leo Moura (Flamengo) e Richarlyson (São Paulo), para além de o ex-portista Anderson (Manchester United) ter entrado em jogo na segunda parte.


Novela C. Rodriguez

Benfica está apostado em garantir a continuidade de Cristián Rodríguez no plantel, na próxima época, mas é já alvo da concorrência da Lazio, de Itália, e de um clube da primeira divisão alemã, cujos responsáveis já comunicaram o respectivo interesse aos representantes do futebolista.

Apenas a Lazio de Roma, do principal campeonato transalpino, e uma outra formação, esta germânica, sondaram o grupo de empresários que defende os interesses do jogador, o qual é liderado por Paco Casal.

O FC Porto, não mandatou até esta altura nenhum emissário no sentido de tentar saber, junto dos representantes do jogador, se Cristián Rodríguez admitiria, eventualmente, transferir-se para os dragões já na próxima temporada (2008/2009).

Certo é que, no Uruguai, quando Rodríguez deixou o Penãrol, formulou o desejo de regressar, um dia, ao clube sediado em Montevideu , algo que não irá acontecer, no entanto, tão cedo, pois o futebolista dá preferência à continuidade na Europa.

Proposta até cinco milhões

Determinado em envidar o esforço financeiro possível com o objectivo de "segurar" Cristián Rodríguez na Luz, em 2008/2009, o Benfica prepara-se para avançar com uma proposta de entre quatro e cinco milhões de euros por Cristián Rodríguez até ao final do próximo mês de Março.

Apesar de o grupo de empresários detentor do passe de Rodríguez (colocou o ex-jogador do Paris Saint--Germain, de França, na equipa encarnada, no início de 2007/2008, por empréstimo até ao final da época em curso) parecer pouco receptivo a uma proposta nunca inferior a sete milhões de euros, o Benfica, está tranquilo e igualmente convicto de que conseguirá chegar a um entedimento com os representantes do internacional pela selecção principal do Uruguai.

Ao serviço do clube da Luz desde o início da presente temporada, o extremo esquerdino Cristián Rodríguez, de 22 anos, tem-se destacado com a camisola da equipa treinada pelo espanhol José Antonio Camacho. Cristián Rodríguez foi, esta semana, suplente utilizado (entrou na segunda parte) no empate (2-2) do Uruguai frente à selecção da Colômbia, em encontro de preparação para as eliminatórias do Mundial 2010, que terá palco na África do Sul.


Fonte DNSport.

07 Fevereiro 2008

Portugal e rivais no Euro2008 perdem

Em jogos particulares ganharam Inglaterra e Espanha

Fabio Capello estreou-se esta quarta-feira no comando da Inglaterra com uma vitória (2-1) sobre a Suíça, selecção que, tal como Portugal, República Checa e Turquia, adversários no Euro2008 de futebol, não conseguiu ganhar na ronda de jogos particulares.

Portugal perdeu por 3-1 com a Itália, em encontro disputado na Suíça, que organiza a fase final do campeonato da Europa com a Áustria, enquanto a República Checa cedeu por 2-0 na Polónia e a Turquia foi incapaz de desfazer o "nulo" na recepção à Suécia.

Em Wembley, o avançado Shaun Wright-Phillips assegurou um arranque auspicioso de Capello, ao apontar aos 62 minutos o segundo tento dos britânicos, depois de Jenas ter inaugurado o marcador, aos 40, e de Derdiyok ter empatado para os visitantes, aos 58.
Portugal, que perdeu pela 18ª vez com a Itália em 24 confrontos, sofreu os primeiros golos a fechar a primeira parte e a abrir a segunda, marcados por Toni (46+ minutos) e Pirlo (50), mas Quaresma reduziu aos 77 e relançou a incerteza quanto ao vencedor. Mas a perspectiva do empate durou apenas um minuto, até aos 78, tempo que Quagliarella necessitou para fixar o 3-1 final, dando continuidade à "vergonha", como o seleccionador Luiz Felipe Scolari qualificou o desempenho da equipa lusa frente à Itália, que não vence há 30 anos.
De todas as selecções que integram o grupo A do Euro2008, apenas a Turquia evitou a derrota, ao empatar 0-0 na recepção à Suécia, pois a República Checa foi batida por 2-0 na Polónia, que venceu a "poule" 1 de apuramento para a fase final do Europeu, à frente de Portugal.
O médio grego Katsouranis, "trinco" do Benfica, assegurou a vitória da selecção campeã da Europa sobre a Finlândia, por 2-1, ao marcar o segundo golo dos helénicos, aos 72 minutos, consumando a reviravolta da equipa da casa, que esteve a perder por 1-0.
Outro jogador em Portugal em destaque foi o defesa central do FC Porto Stepanovs, autor do segundo golo da Letónia no triunfo por 3-1 na Geórgia. Holanda e Alemanha, duas candidatas ao título europeu, impuseram-se pelo mesmo resultado (3-0) na Croácia e na Áustria, respectivamente.
Um golo tardio de Capdevila, aos 81 minutos, permitiu à Espanha ganhar por 1-0 na recepção à França, vice-campeã mundial, e proporcionou ao contestado Luis Aragonés um precioso "balão de oxigénio", um dia depois de o seleccionador ter desafiado os responsáveis federativos a que o despedissem.
Com Lusa